(Em revisão)
Reservas a ti uma vida de insucessos
tomas como teu o frêmito impalpável
sem veres que por trás dele gargalha
o verdadeiro autor de tua crença
renegas tua alma enquanto desces
aos túmulos de vontades interditas
foste carrasco de tua impetuosidade
entregaste ao cão as tuas motivações
lanças a esmo o fel de tua sanha
ensina o mal com ardis a tua fala
tuas mãos tocam pérfidas delícias
sob a sombra da agonia
desta árvore, marco último
da nulidade que é tua vida.
Uma mulher enfadada te espera em casa
guarda resiliente vasto e lúcido desejo
na espera calma do dia em que tu faltes
para viver as alegrias que lhe roubas.



