com a propria vontade
a morte da chama
é sequer percebida
Explora a madrugada
faz pouco caso do dia
aproveita da colheita
sem se importar com a valia
Sem lucro ou perspectiva
indiferente à pobreza
solidário ao destino
dos habitantes da via
Aproveita a oferta
do cantinho aquecido
saciado, oportunamente
desgarra-se da experiência
Vive sem expectativas
pede para ver se ganha
cama, carinho e comida
E quando a lua furtiva
iluminar outra promessa,
dar-se à última escapolida.