Segunda-feira, Outubro 24, 2011

O inconformado

Enquanto eu bebo um chá e assisto a um filme
histórias de horror preenchem vidas
A chuva leva casas e as acumula
no baixio onde as bestas matam a sede

Depois de o silêncio se impor aos meus ouvidos
passei a ouvir o cacarejar de galinhas mortas
Senti o hálito nauseabundo do mentiroso
Quão ignota pode ser nossa humanidade

Todavia, sei que nada do que eu disser mudará isso
nada do que eu fizer calará essa boca

Pastores continuarão a enganar pelas igrejas
almas que valem uma moeda, ou talvez sete

Ainda que o que eu acredite esteja errado
é menos cruel do que o que fazem aos aleijados

Por que o sono não me chega, se a chuva o convida?

Por que sou eu a me importar com galilnhas mortas?

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