Enquanto eu bebo um chá e assisto a um filme
histórias de horror preenchem vidas
A chuva leva casas e as acumula
no baixio onde as bestas matam a sede
Depois de o silêncio se impor aos meus ouvidos
passei a ouvir o cacarejar de galinhas mortas
Senti o hálito nauseabundo do mentiroso
Quão ignota pode ser nossa humanidade
Todavia, sei que nada do que eu disser mudará isso
nada do que eu fizer calará essa boca
Pastores continuarão a enganar pelas igrejas
almas que valem uma moeda, ou talvez sete
Ainda que o que eu acredite esteja errado
é menos cruel do que o que fazem aos aleijados
Por que o sono não me chega, se a chuva o convida?
Por que sou eu a me importar com galilnhas mortas?