Menino ladino
um tanto arredio
sem licença pública
para ser feliz
Ainda que cresça
e desapareça
compõe um hospício
e quer ser assim.
Sonhos clamam por ele.
Talvez sua chama se apague
e a noite escura o engula
Vai saber, todavia, se no fim
ainda que coberto de lágrimas
ele flua para além desta encarnação
e se torne rei de um novo mundo, esclarecido
em que sua loucura seja a lei e a ordem, sua razão.