Ah, Lisboa
o passado resplandece pelos becos
onde desenharam a sua face impoluta
Quantas velhas ruas, quantos dedos
o passado resplandece pelos becos
onde desenharam a sua face impoluta
Quantas velhas ruas, quantos dedos
Ah, sua desgraça soterrada, Lisboa
onde cantam aquelas almas
no ano em que ressuscitam sua presença
Quantas velhas proas, quantas naus perdidas
onde cantam aquelas almas
no ano em que ressuscitam sua presença
Quantas velhas proas, quantas naus perdidas
É sua a desdita, Lisboa
sorria, esta é sua história
Tal verdade, tal justiça
quantas velhas nuas, quantos homens.
sorria, esta é sua história
Tal verdade, tal justiça
quantas velhas nuas, quantos homens.
