Sábado, Fevereiro 26, 2011

A descida da Rainha

(...)

Há este homem pálido e oleoso ao seu lado, afastando-se Dela o mais que pode. Ele conta com a reciprocidade da Rainha na repulsa. Tem o olhar fixo, o choro contido na boca, travando a feição. Ele engole a própria raiva. Ladear a Rainha é uma missão difícil para esta Torre esquálida, com os músculos diminutos e rígidos de um homem que mente; estar com ela é estar ao lado da negação de sua maior mentira. Ele se contorce, ele tem espasmos interiores, esse homem verte ódio e tem febre. Aproxima-se, na figura, de seu Bispo e a ele parece entregar uma porção de dor. Mais uma dentre tantas: a expressão excessivamente clerical do Bispo nesta feita o denunciava, parecia falsa a empatia...



Completo no Rever os Meios

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