Domingo, Outubro 24, 2010

Éramos tu

Batias em tua mãe
e todos víamos a cena,
cúmplices, seguimo-te,
estapeando as nossas

Tu, nossa heroína
nossa mártir, avatar
morreste joana dos arcos
acordaste tereza, em calcutá

Mexias tuas pernas
dentro do teu próprio útero
a onça que te assombrava
era tu, de olhos acesos

Sentiste nossa dor,
quado gritamos teu grito?
Ou eras um mistério incontido
na vastidão de nosssas infâncias?

Aconteceste de verdade
carregaste nossa cruz
e nós carregamos a ti
Bendita, em nosso ventre


Criança ferida
ouve o que dizemos: acorda
bebe desta água, come
a raiz da tua árvore e voa


para depois, criança bendita,
eternamente, amar apenas.
Feito Roma, que lambe a ferida
bebe mais desta água, respira, voa.

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